23/02/2017

Mudar de Vida

 
Não sei exatamente como começar este post, na minha cabeça habita um emaranhado de pensamentos. Não a vi chegar mas a minha vida mudou na última semana. Andei duas semanas a oscilar entre trabalhos, a despedir-me do antigo e a pôr o pé devagarinho no novo. Arrisquei o que tinha, cheia de medo das novas funções, mas seguia em frente, mergulhava de cabeça no desconhecido. Adivinhava-se um parto difícil como é habitual - não sou boa com começos! Até que descobri que a compensação não era a que esperava. 
Saltei fora! No dia em que fazia a festa de despedida no antigo emprego informava no outro que não poderia avançar por um valor tão baixo. E os comentários sucediam-se: "E agora? O que é que vais fazer? Então?... Não preferes ficar lá, mesmo sendo menos dinheiro, do que ficar sem nada? Tu é que sabes. É uma boa oportunidade."
É difícil o embate com a realidade. Se por um lado me acalmou saber que não teria de passar por um começo cheio de responsabilidades e expectativas, por outro, há responsabilidades que não se pagam sozinhas.
No dia seguinte, depois de ter formalizado tudo. Cheguei a casa e dormi cinco horas. Acho que o meu corpo se quis inibir de pensar em tudo o que estava a acontecer.
Entretanto já fui a uma entrevista. Não fiquei para o lugar a que me candidatava, mas gostaram de mim e propuseram-me um part-time. Aceitei! É longe, são poucas horas, mas o valor é relativamente justo para as tarefas/responsabilidades. Eu não tenho medo de trabalhar, não posso é aceitar que achem que estou em saldos.
Chamem-me louca, corajosa ou fraca. Não sei o que fui ou consigo estar a ser no meio deste processo. Só sei que tudo isto me devolve sempre a mesma pergunta: "Como é que consigo descobrir o que me faz feliz?"

9 comentários:

  1. Identifiquei-me muito com este texto! Acho que o segredo é só não ficar parada, seguir o nosso coração e não nos deixarmos levar pela opinião dos outros. No meio de tudo isto havemos de encontrar o que nos faz feliz, mesmo que demore algum tempo.:)

    Another Lovely Blog!, http://letrad.blogspot.pt

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    1. Daniela, obrigada pelas tuas palavras. Nem sempre é fácil ficar imune à opinião dos outros. E às vezes parece que encontrar aquilo que nos faz feliz, pelo menos a maior parte dos dias, está a demorar tempo demais.

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  2. Mmmmmm... boa pergunta, resposta difícil. Ainda ando a descobrir o que quero exactamente da vida... enquanto a resposta não chega, nada como aproveitar e procurar o que nos faz feliz. E como diz a Daniela ali em cima... seguir o coração, muito importante. :)

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    1. A resposta deve estar neste processo, nesta construção... O coração esse anda desorientado. Mas que sejamos sempre impelidos a continuar esta procura!

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  3. É tão isto Lucia, fazermo-nos valer e não deixarmos que nos comprem ao desbarato e claro no meio disto tudo tentar encontrar o que realmente nos faz feliz. Já tive uma crise destas aliás crises de felicidade versus trabalho tenho regularmente mas despedir-me de um sitio porque me sentia completamente engolida foi um passo que dei em 2011 o ano maior da nossa crise em que estava tudo a cair e eu decidi despedir-me.

    Tive muitas duvidas, mas felizmente a minha familia apoiou-me apesar do risco e a verdade é que acabou por compensar e hoje faço o que gosto. Se quero fazer isto para o resto da minha vida? acho que não, mas olhando para trás agradeço ter tomado a decisão que tomei.

    beijinhos grandes

    Vânia
    Lolly Taste

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    1. Querida Vânia, é bom perceber que não estou sozinha nesta batalha de gostar de mim e saber o meu valor. Que corajosa foste! Há sempre esperança para lá da crise seja ela qual for. O resto da vida está já aí! Não te acomodes. Gosto muito de uma frase da Grethen Rubin que diz: "os dias são longos, os anos são curtos". É sempre para depois e o depois é já ali.
      Um beijinho, LucieLu

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  4. É isso mesmo. E o que te digo é que se toda a gente tivesse a tua coragem de dizer não, hoje se calhar todos eram remunerados mais justamente 😉

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    1. Assim o espero! E a coragem... começo cada vez mais a achar que se constrói. Um beijinho, Até breve*

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  5. Enche-me o coração ver pessoas com esta capacidade. A capacidade de arriscar pelo desconhecido em busca do que a faz sentir bem. Clichés à parte, é mesmo fora da nossa bolha que as coisas boas acontecem. Boa sorte!

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